Processo de frei Mazeu de São Francisco

Crime/Acusação

impedir o recto ministério do Santo Ofício, veneração e publicação das visões e revelações de Maria de Jesus, que tomou como "filha espiritual"

Data da prisão

[16/02/1701]

Estado civil

solteiro

Idade

63 anos

Mãe

Leonor Dias de Moura

Morada

convento de São Pedro de Alcântara

Naturalidade

Setúbal, arcebispado de Lisboa

Origem

Inquisição de Lisboa

Pai

Manuel Neto, mareante

Sentença

auto-da-fé privado de 09/12/1701. Privado de confessar e de ser director espiritual, proibido de entrar na cidade de Lisboa, reclusão no mosteiro do Barrô, termo da vila de Torres Novas, penitências espirituais.

Cargos, funções, actividades

religioso da província da Arrábida, sacerdote, confessor e porteiro do convento de São Pedro de Alcântara

Notas

Por despacho da Mesa, de 09/12/1701, foram intimados todos os eclesiásticos e seculares, dentro e fora de Lisboa, sob pena de excomunhão maior, a entregarem os "papéis" que tivessem em seu poder ao Santo Ofício. Este processo é, na sua maior parte, constituído por "papéis" (cartas e textos religiosos) escritos pelo réu, que serviram como elementos de prova.